Sou? Estou?
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou
Fernando Pessoa
Retirei isto de um blog de um conhecido que considero amigo…mas diz tudo…reflecte o meu estado de espiríto de hoje.
Retirei isto de um blog de um conhecido que considero amigo…mas diz tudo…reflecte o meu estado de espiríto de hoje.
“Se é meu destino querer-te, a ele me entrego sem medo, mesmo sofrendo em segredo, temendo um dia perder-te…”
A arte de ser sentir só é complicada…
Mas, cada vez mais executo-a na perfeição…
sinto-me só e aperfeiçoo esta forma de arte…
Sou ser vivo da arte de se sentir só…
terrivelmente só…
Ausência camuflada que transforma a minha existência num camuflar de situações, emoções e sofrimento constante…
Posso não ter direito a tentar amar, mas será que não tenho direito a sonhar e a usufrir de ti, minha amizade…
Não gosto de ti ausência camuflada…deixa-me tão indefesa…tão incerta de mim…tão incerta de ti…
A incógnita do futuro
As mágoas do passado
A estabilidade do presente
Deabulante me torno
Incerta estou…
Amar? Gostar?
Que conceitos…
Para uns amor não existe!
Para outros o amor alimenta o seu existir!
E a mim?
Sou alimentada pelo gostar distante
Gostar e não amar?
Certa de amar e não o poder afirmar
Certa de desejar e não poder obter
Certa do querer e não poder jamais pedi-lo!
Incerta do futuro
com conhecimento do passado
Certa do presente
Interrogo-me do futuro,
ultrapasso o passado
e questiono-me da estabilidade do presente
Que sentir é este que ultrapassa os meadros da realidade?
Que sentir é este que se alimenta do virtual existir?
Porque não posso?
Porque quero?
Porque amo quem desconheço?
Incerteza do futuro
Conhecimento do passado
Certeza do presente
Certa do meu sentir!
Certa do meu existir!
Donna Maria á amores assim
Letra: Miguel Majer
Música: Miguel Majer e Ricardo Santos
Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim
Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo
Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar
Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar
Je t’aime j’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar
Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida
A frase: “Gosto de ti como amigo”